Como Lidar com as Dívidas?

Como Lidar com as Dívidas? - Dinheiro-Financas - 23/02/2017 15:24:38


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As dívidas são parte da vida para muitos de nós, mas há ocasiões em que elas podem se tornar enormes e incontroláveis. É importante encarar a situação de frente e fazer uma auditoria geral de todos os débitos em aberto. Tente encontrar formas de reorganizar seu orçamento para não se atrasar nos pagamentos. Caso esteja com com dificuldades, procure uma instituição de crédito, o banco ou um consultor financeiro.

 

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Avalie a situação. O primeiro passo para restabelecer o controle da dívida é fazendo uma avaliação honesta de todos os débitos em aberto e o valor total. Comece relacionando cada dívida e inclua o máximo de informações que puder. Não será possível progredir se você não tiver uma noção clara de sua situação financeira.

  • Anote as informações essenciais, incluindo taxas de juros, valor principal, pagamentos mensais e quaisquer garantias atreladas ao seguro de empréstimo.
  • Essa experiência pode ser estressante e difícil, mas é essencial.
  • Depois de reunir todas as informações, você poderá começar a entender a situação para conseguir resolvê-la.

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Determine quais débitos têm garantia e quais não têm. Depois de relacionar todos os débitos, você deve organizá-los por ordem de importância. Comece determinando quais estão atrelados a garantias e quais não estão. Isso é importante, pois você verá quais débitos podem implicar em perdas de bens, como a sua casa.

  • Débitos com garantia são aqueles que estão atrelados a um bem, como uma casa ou carro. Caso falte com os pagamentos, o credor terá o direito de tomar o bem para quitar a dívida.
  • Débitos sem garantia são aqueles que não estão atrelados a qualquer bem e geralmente incluem dívidas de cartão de crédito, plano de saúde e empréstimos bancários.

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Priorize as dívidas. O próximo passo é priorizar as dívidas por aquelas que devem ser quitadas primeiro. Embora todas sejam importantes, algumas são mais do que outras. As mais importantes, geralmente, são as que podem implicar na perda da sua casa, carro ou outro bem. Nessa categoria, incluem-se aluguéis, hipoteca, impostos e contas de consumo.

  • O aluguel e as contas de consumo se tornam dívidas quando você deixa de pagá-los. Seus serviços podem ser cortados e você pode ficar sem ter onde morar. Trate-as como prioridade.
  • Débitos com menor prioridade incluem dívidas de cartão, cheque especial, parcelamentos em atraso, empréstimos feitos com terceiros ou débitos sem garantia.
  • Ao priorizar as dívidas, veja quais têm maiores taxas de juros. Caso possa liquidar rapidamente aquelas que têm as maiores taxas, melhor. Assim, você poderá lidar mais adequadamente com os outros débitos.
  • Caso tenha algumas economias, use-as para pagar as dívidas mais caras. A taxa de juros das dívidas certamente é maior do que a que você ganha por manter o dinheiro rendendo. No entanto, tenha cuidado para não gastar todo o dinheiro que tiver guardado, pois ele pode ser útil em alguma emergência futura.
  • É comum que as empresas que possuem débitos de menor prioridade sejam mais incisivas na cobrança. Lembre-se disso e concentre-se nos débitos de maior prioridade.

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Verifique se você está em uma crise financeira ou não. Depois de conferir todas as dívidas, é preciso refletir sobre a gravidade do problema. Não há definição exata para “crise financeira”, mas tente refletir sobre a sua posição atual com duas perguntas: você está encontrando dificuldades para pagar suas despesas básicas por conta das dívidas? Isso inclui financiamento da hipoteca, o mínimo do cartão de crédito e contas de consumo.

  • Pergunte-se se as dívidas (incluindo a hipoteca e financiamento do carro) são maiores do que sua renda anual, descontando os impostos.
  • Caso a resposta para alguma dessas perguntas for positiva, sua dívida pode ser grave e o melhor talvez seja buscar um consultor financeiro ou alguma organização que preste esse serviço gratuitamente.
  • Lembre-se de que, independentemente do tamanho da dívida, é importante avaliar se você poderá lidar com elas.

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Não faça mais empréstimos caros. Para muitos, a dívida pode ser tornar um ciclo sem fim, que piora com o tempo. Frequentemente, se você já tem alguns empréstimos, talvez se sinta pressionado a fazer novos empréstimos para pagar os antigos. Isso é comum para o caso de bancos, mas deve ser evitado. Verifique outras opções, como um empréstimo consignado ou renegociações.

  • Você terá mais chances de liquidar o débito ou trocá-lo por um com tarifas mais favoráveis. Antes de tomar qualquer atitude, fale com um consultor financeiro.
  • Esteja atento quanto às garantias de empréstimo. Esses empréstimos podem exigir que você coloque sua casa como garantia de pagamento, mas também podem ser vantajosos, com taxas menores de juros e melhores condições de pagamento. Apenas tenha cuidado para não gerar mais dívidas após esse empréstimo.

 

 

 

FONTE: pt.wikihow.com

Só A Bagaceira